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O cantor italiano Luciano Pavarotti, muito conhecido mundialmente e por uma época foi muito divulgado na TV local por aqui.
Quem não se lembra dos programas pós fantástico da exibição dos 3 Tenores?
Como na última semana conhecemos a história de Andrea Bocelli, hoje trazemos outra figura ilustre da Itália, Luciano Pavarotti.
Luciano Pavarotti, nascido em 1935 na cidade de Modena, cidade situada ao norte da Itália.
De origem humilde, seu pai Fernando Pavarotti era um padeiro e também um tenor, mas amador. Já sua mãe foi funcionária em uma fábrica de cigarros.
Em diversas ocasiões, Luciano Pavarotti falou bem de sua infância e lembranças de sua juventude.
Mas, mesmo falando bem, sabe-se que sua família tinha pouco dinheiro e se viravam como dava em um pequeno apartamento de dois quartos.
Já seu pai, segundo Luciano Pavarotti, tinha uma excelente voz como tenor, mas acabou recusando a possibilidade de seguir carreira por conta de nervosismo.
Com o advento da Segunda Guerra Mundial, a família foi forçada a se mudar em 1943.
Então, no ano seguinte mudaram-se para uma pequena residência de campo, onde então o jovem Pavarotti desenvolveu um interesse pela agricultura.
Pavarotti tinha um outro sonho também que era ser jogador de futebol. O seu sonho era ser goleiro, posição um pouco mais difícil que o habitual.
Mas abandonou este sonho e passou a dedicar-se ao estudo da música, passando sete anos em treinamento vocal.
Suas primeiras influências vieram das gravações de seu pai, onde muitas delas eram de Benjamin Gigli, Giovanni Martinelli, Tito Schipa e Enrico Caruso.
O seu tenor favorito foi Giuseppe Di Stefano e também foi muito influenciado por Mario Lanza.
O jovem Pavarotti começou muito cedo a cantar e iniciou a cantar com o pequeno coral local aos nove anos de idade.
Outra curiosidade é que em sua adolescência teve aulas de violão, mas não levou muito a sério os estudos do instrumento e não prosseguiu.
Parecia a tendência natural de uma criança ter o interesse em esportes, fazendo que ele se graduasse na Escola Magistrale, o que o deixou diante de um dilema a resolver.
Como todos praticamente que estão neste momento de decisão do que fazer da vida, sua mãe o convenceu a ser professor.
Consequentemente, Pavarotti lecionou em uma escola primária por dois anos até finalmente seguir na carreira musical.
Sabendo dos riscos da carreira, seu pai apenas o aconselhou com relutância. Mas para alegria do mundo, que maravilha que ele decidiu continuar.
Foi em 1954 que Pavarotti iniciou seus estudos na Música. Estudou com o respeitado professor e tenor Arrigo Pola, que ofereceu aulas sem cobrar nada por isto.
Cantou pela primeira vez em 1955 com sucesso, membro do Corale Rosini de Modena, do qual seu pai fazia parte, ganhando juntos o Prêmio International Eisteddofd em Llandollen, Gales.
Muitos anos depois, o mesmo disse que esta foi uma experiência muito importante em sua carreira musical, inclusive incentivando-o a prosseguir na carreira de cantor profissional.
Pavarotti estudou também com Ettore Campogalliani, na época que professor Arrigo Pola mudou-se para o Japão.
Nesta mesma época, sua amiga de infância Mirella Freni também estudou com Ettore, e alguns anos mais tarde, dividiram palco em performances memoráveis e também gravaram juntos.
A vida não era nada fácil e tendo que ter dois empregos para se sustentar em sua época de estudos, sendo o emprego na escola primária e outro como vendedor de seguros.
Mais tarde, quando um nódulo em suas cordas vocais ter feito ele fazer um concerto “desastroso” em Ferrara, ele acabou desistindo de sua carreira de cantor.
Simplesmente, o melhor cantor do mundo! Dá para imaginar?
O cantor foi diagnosticado com câncer pancreático durante sua turnê de despedida, em julho de 2006.
A luta foi travada pelo tenor contra as implicações deste diagnóstico, o qual foi submetido a uma cirurgia abdominal de grande porte e começou a fazer planos para a retomada de sua turnê, mas infelizmente na quinta-feira, 6 de setembro de 2007 faleceu aos 71 anos de idade.
Como era de se imaginar, Pavarotti era uma lenda nacional e foi homenageado por grandes nomes da cultura italiana, como por exemplo, Andrea Bocelli, José Carreras, Bono Vox, Romano Prodi e Kofi Annan, que compareceram ao seu funeral em Modena.
A Frecce Tricolori, uma companhia de aviação de demonstração, da Força Aérea Italiana, sobrevoou a Catedral deixando a mancha verde-branca-vermelha, as cores da bandeira italiana.
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